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Cuidando de Quem Cuida


Wilson Albino Pereira
À primeira vista, emoção, intuição e sensibilidade são palavras que descrevem o jeito de ser de @ramuslaemanueli, 31 anos, psicóloga clínica, hipnoterapeuta especializada em traumas, ansiedade e alteração do humor, e também pós-graduanda em neurociência afetiva. Foi a suavidade da voz que ditou o tom, enquanto os gestos e os sorrisos humanistas, respectivamente, acolheram e apontaram o rumo da palestra. Tudo isto e muito mais fez parte da programação do dia 17/07/2025, quinta-feira, na sala de vídeo na da Escola Municipal Professora Ana Guedes Vieira em Nova Contagem.
A roda de conversa, que teve como tema principal: “Cuidando de Cuida”, trouxe por meio de uma linguagem muto acessível, um assunto delicado: a saúde mental de quem tem como missão cuidar, proteger e zelar pelo bem estar de filhos diagnosticados com (TEA) transtorno do espectro autista, ou (TOD) Transtorno Opositivo Desafiador, ou (TDAH) Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade dentre outros. A psicóloga falou sobre a importância dos responsáveis buscarem uma rede de apoio dentro da própria família.
Houve diversos bons momentos durante a palestra, mas tanto as técnicas de respiração, que de acordo com a psicóloga, possuem bases cientificas e são ferramentas poderosas para a regulação emocional, quanto o ato de abraçar-se consigo e se sentir seguro, trouxeram acalentos por meio da experimentação. Contudo, a partilha das vivências, das experiências e da dura realidade de cada família, fez brotar lágrimas em muitos olhares.
Em entrevista, Ramusla reforçou a importância da fé (espitualidade) aliada à neurociência. “O uso de psicotrópicos devidamente receitados pelos médicos é de extrema importância. Embora ainda haja alguns tabus”, informa e continua, “ela (a medicação) em alguns momentos é essencial, pois não substitui a psicoterapia e pode ser uma grande aliada nas horas de fragilidade emocional”, conclui.
Ao final da palestra, fiquei pensando nos males causados por estes acelerados tempos ultramodernos, na falta de empatia e nas incontáveis formas de intolerância. O homem, que já explorou as profundezas marítimas, o solo lunar e domina diversas fontes de energia ainda desconhece ou não entende bem os sentimentos, medos e desejos que trazem dentro de si. Mais do que nunca é a hora e a vez de quem cuida se perguntar: como estou me sentindo hoje?
P.S:. A Psicóloga aceitou o convite que foi realizado pelo Atendimento Educacional Especializado (AEE), que é um serviço complementar ou suplementar ao ensino regular, oferecido a alunos com deficiência e transtornos globais.



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Início – Cacos De Um Memorial


Sou o único filho de uma união à moda antiga, ou seja, machismo predominante e condescendência feminina.
Meus pais não estudaram, mas ainda assim, transbordavam conhecimentos. Eram donos de outros saberes. Foram eles meus primeiros professores.
Certa noite, ganhei de presente uma cartilha de nome “Caminho Suave.” À luz da lamparina descobri uma coisa: o que une gente e livro tem nome – magia. Por isso considero a leitura minha cruz… minha luz… minha delícia.
Vivi em áreas rurais. Lugares longínquos de escolas. Só iniciei o primário, definitivamente, aos dez anos.
Em minha meninice houve períodos difíceis, épocas de privações alimentares, inclusive. Mas, em todo tempo, tive saciada minha fome de literatura. Contudo, quem de fato lançou a semente literária em meu coração foi uma professora de nome Tania Soares França Martins . Ela formou leitores em minha turma quando pediu que sentíssemos os livros, e, que estes eram ótimos amigos… Ela falara a verdade.
Hoje, minha pele já não tem a mesma elasticidade d’antes, há rugas em torno dos meus olhos e minhas têmporas estão cobertas por cabelos grisalhos.
Já sei… já sei… enquanto muitos profissionais já estão com suas carreiras consolidadas, vidas estabilizadas e muitos sonhos realizados, eu ainda semeio letras nas brisas, cultivo lavouras de narrativas e alegro-me ao ver germinar, florescer e frutificar as minhas tantas histórias https://dusoutros.wordpress.com/.
Ah!!! E, por favor, sem essa de dizer: “no meu tempo…” Enquanto houver boas histórias para contar, meu espaço é aqui, e meu tempo, agora.
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A Força Das Palavras

Por: Wilson Albino Pereira
Apenas 25 minutos. É este o tempo de duração do curta-metragem “Imminente Luna”. Baseado em um conto de Moacyr Scliar, gravado em 35mm, com roteiro de Marcos Vinícius Camargos e direção de Maurício Lanzara, a obra foi lançada em 2000 e abre espaço para muitas interpretações por causa da riqueza de detalhes.
Percebe-se que a solidão é apenas um dos vários temas tratados no filme. Isto fica evidente quando um pai (interpretado por Luiz Mello) dialoga com seu filho (Bruno Alves) sobre Ulisses e Ciclope, personagens de Odisseia, um poema escrito por Homero no século 9 antes de Cristo e, que conta os feitos de Odisseu em regresso ao lar.
Depois que o pai narra parte da atribulada viagem do herói grego, o filho desenha o sanguinário ciclope. Então, a câmera foca no desenho, mais precisamente no olho do monstro mitológico. Daí por diante é comum identificar elementos unitários. Por exemplo: um gigante, uma caverna, um olho, um homem que se chama Ninguém.
Na sequência a câmera capta imagens de um ambiente sombrio. A atenção do espectador é transferida para um quarto de asilo, ali, objeto nenhum tem par. Há uma só xícara, um só quadro, uma só cadeira, uma só almofada, um só troféu… Quando Matias (Raul Cortez) entra em cena e diz – “a solidão acabou, amigo”, ouve de Ernesto (Emílio Di Biasi), até então único ocupante do quarto: – “quero ficar sozinho”.
Matias, para passar o tempo, informa ao amigo Ernesto, que é acamado, tudo o que “vê” através da única janela existente no quarto. A solidão se faz presente em todos os relatos. Matias narra a história de um menino que, está sentado na sarjeta e chora a morte do avô. Depois relata sobre uma esposa que vai embora e deixa o marido espera-la eternamente. Quando Matias pronuncia a palavra abandono, a câmera foca em uma gaiola cheia de cartas, correspondências que ele nunca enviara. Matias revela que não tinha familiares.
A surpresa maior é a vista proporcionada pela única janela do quarto… Só assistindo para saber. -
A Intimidade do Chão de Fábrica

Por: Wilson Albino Pereira
Sob a direção de Leon Hirszman e baseado na peça de Gianfrancesco Guarnieri produziu-se uma jóia cinematográfica: Eles não usam Black Tie. No elenco, Fernanda Monte Negro, Gianfrancesco Guarnieri, Carlos Alberto Riccelli, Bete Mendes, Milton Gonçalves, Francisco Milani entre outros. O filme venceu em 1981, todos festivais na França, Itália, Cuba, Espanha, Colômbia e Brasil.
O gênero é drama, tem 120 minutos de duração e promove uma gama de debates devido os múltiplos assuntos imbricados na mesma obra. O filme traz para discussão assuntos importantes, como a formação de caráter do indivíduo que, nasce no seio da família nuclear, aquela constituída por pai, mãe e filhos. Também são discutidas questões relacionadas à gravidez não planejada e aborto.
Outros temas contextualizados no filme são estes: as péssimas condições de moradia nas favelas sem qualquer infraestrutura, a falta de dinheiro por causa da recessão, a violência urbana representada nos latrocínios, a industrialização e o poder capital das empresas multinacionais, a tortura física praticada pela polícia contra trabalhadores e moradores das comunidades carentes, e, talvez o ponto mais importante – a dialética entre membros da classe trabalhadora considerada “chão de fabrica.”
O profissionalismo do elenco enriquece os personagens envolvidos nos temas de relevância universal. O sindicalismo, por exemplo, que tem a greve como uma forma essencial de luta do proletariado, no filme, sofre a influência das paixões. Nascem, a partir disso, sucessivos embates, nos quais a alienação e a coletividade estão presentes todo o tempo. Há conquistas no filme? Sim. Mas, tal qual na vida real, às vezes, quem promove transformações ao semear esperança de que dias melhores virão, se sacrifica, paga com a própria vida tais ousadias. -
A Sua Bênção, Madrinha Minha


Certa vez, Maria das Graças, a madrinha minha, passou uma temporada em minha casa. Três meses, se tanto. Não me recordo de alegria maior, JU-RO. Era o amor residindo lá em casa. Guardo as melhores lembranças deste período. Aí… A vida seguiu. E, a madrinha minha tornou-se mãe e depois avó. Aí… Os loucos tempos modernos não promoveram a arte do encontro. Porém, a última vez que me vi refletido naquele carinhoso olhar, um mar de ternura invadiu-me. Disse quase tudo que precisava ser dito. Não falei o resto porque não achei palavra que expressasse o amor ‘prá lá de maior de gigante’ que sinto por ela. Aí… Vi aflorar diante de minha gratidão o sorriso… ‘Iguaizin’ como d’antes. Por fim Ó: Me veio u’a nostalgia ‘dãnada’… “Tempo bão/ Não volta mais”.
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Em Louvor de Jorge

Por: Wilson Albino Pereira
O ônibus estacionou, ingressei. E, tão logo transpus a roleta, ocupei um lugar e saquei um livro. É rotina, levo meus livros até para meus sonhos. Antes que eu iniciasse a leitura, uma mulher que estava sentada ao meu lado exteriorizou um pensamento: “Jorge Amado? Ai, que preguiça!”
Cogitei a hipótese de ignorar as duas, a opinião e a pessoa que a emitira, mas ao invés disso, “me vesti e me armei com as roupas e as armas de Jorge”. Perguntei: “qual é problema, hen?”, surpresa com minha reação, ela respondeu minha pergunta com outras: “Ãh?” “Problema?” Notei que nem ela havia se dado conta de que fora preconceituosa.
Não demorou nadinha até eu principiar um discurso em louvor de Jorge Amado. Apoderei-me da palavra e não deixei vãos que permitissem confrontos. Em meia hora defendi que Jorge Amado, em seus romances, preocupara-se em eternizar tipos marginalizados, dentre os quais, prostitutas, alcóolatras, loucos, analfabetos etc
Há críticos que não curtem a literatura de Jorge Amado – paciência, só lamento. Contudo, ninguém pode negar que, este baiano nascido em 1912 fora perseguido, exilado e preso por causa de seu posicionamento político. Ninguém pode negar que ele denunciou barbáries praticadas pelos coronéis latifundiários das fazendas cacaueiras contra os trabalhadores rurais e seus familiares mantidos na mais absoluta miséria. Os Relatos de crimes como estupros, incestos, homicídios, compra e venda de gente, abuso de autoridade, torturas físicas e psicológicas, roubos, invasões de divisas foram traduzidos para mais de trinta idiomas.
Quando tomei fôlego, também afirmei que Jorge Amado fora o primeiro romancista a escrever sobre crianças que viviam nas ruas de Salvador em situação de risco social, “veja bem”, falei: “isto, lá em 1937, no livro Capitães da Areia”, Eurídice Campos, professora pós-graduada em filosofia pela PUC-Minas, suspirou fundou e exteriorizou outro pensamento: “Ai que saco. Não sei pra que fui tocar nesse assunto, viu?!! -
Um Buzão pra África?

Por: Wilson Albino Pereira
Um dia, no centro de Belo Horizonte, li “ÁFRICA” no letreiro de um ônibus. Endoidei! Meu Deus, pensei, como é que um coletivo saído de Beagá vai parar lá onde Judas perdeu o juízo? Porém, meu espanto chegou ao fim quando o “buzão” estacionou para embarque. O destino era FÁBRICA, não África como imaginara. Às vezes, ainda comento a respeito disso com alguns amigos e rimos muito. Daí, explico as circunstâncias do ocorrido – passava de 23h, e,eu estavava acordado desde 4h da madruga, o ponto estava apinhado, chovia, eu estava faminto, e o centro, para variar, tornara-se um pandemônio… É necessário acrescentar, além de tudo isso, cinco graus e meio de miopia em cada olho. A propósito: visualizar pedaços de tardes e noites como sendo, respectivamente, doses generosas de Claude Monet ou Vincent Van Gogh é uma das recompensas por ser míope. Outra glória é a seguinte: se desejo que alguém suma, imediatamente, das minhas vistas, basta tirar os óculos…
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Peruano indica Peruano

Por: Wilson Albino Pereira
Mario Pedro Vargas Llosa nasceu em 28.3.1936 em Arequipa, Peru. Porém, já morou em Paris, Londres, Madri e Barcelona. O jornalista, ensaísta e romancista é considerado um dos mais importantes escritores da América Latina por causa de sua facetada técnica literária. Llosa abusa do estilo ao expressar toda sua consciência social.
O nome de Mario Vargas Llosa fez morada em minha vida em 15.9.2013. Foi, inclusive, indicação de leitura dada por outro peruano, que emigrou para a Capital das Alterosas, “a terra prometida”, e, trouxe consigo a família, a esperança e a infinita saudade do torrão natal. Mas… Deixe estar. Este é um assunto para outro texto.
Já assisti Llosa em programas de entrevista, li extensas matérias a respeito dele e, comprei algumas de suas obras, como, por exemplo, A Verdade das mentiras, Peixe na Água, Quem Matou Palomino Molero? e O elogio da Madrasta. São livros primorosos, contudo, senti algo especial pelo A Linguagem das Paixões.
Pense em um livro no qual está presente a diversidade humana. Pense em um livro no qual o autor expõe seus pontos de vista onde a coletividade se vê refletida. Imagine um livro no qual não se poupa críticas a “ditadorezinhos”, aos horrores da guerra ou a mania de classificar tudo como arte. Trata-se de: A linguagem das paixões.
Llosa escreveu, em Domingos alternados, entre l992 e 2000, a coluna “Piedra de Toque” no jornal “El País”. A Linguagem da Paixão agrupa parte destes ensaios. As análises lúcidas feitas por Llosa abrangem assuntos variados. São, na realidade, convites irrecusáveis à reflexão sobre racismo, intolerância religiosa e outras mazelas sociais.
A leitura de A Linguagem da Paixão surpreende a cada frase. Quem sem aventurar pelas páginas deste livro vai se emocionar com perfis de pintores como Frida khalo e Monet. Ou vai se indignar com os relatos sobre Hebron, a terra de ninguém como afirma Vargas Llosa. Ou vai se compadecer com os detalhes referentes ao cárcere de Maldela. -
Aquilo deu nisso

22.3.17… Uns minutos para formatura… E, uma vida para formação.
Foto: Danilo Silveira Ângelo Andrade, o atleta. OLYMPUS DIGITAL CAMERA Mistura fina! Minhas histórias dusoutros -
Joia do *CHA

Por: Wilson Albino Pereira
Iniciativa, segundo o “Dicionário Aurélio”, é um substantivo feminino, e significa: 1. Ação de quem é o primeiro a propor e/ou empreender algo. 2. Empreendimento. 3. Qualidade de saber agir. Tudo a ver com Aline Assis, 33 anos, professora de Gestão no Centro de Formação Profissional Divina Providência – unidade Rafael Zica Geo.Além de lecionar Logística, Secretariado, Departamento Pessoal, Arquivo, Marketing Pessoal, Empreendedorismo e Contabilidade, Aline, na hora do intervalo, ajuda a vender tudo que é produzidos pelos alunos do curso de alimentação.
Em dias chuvosos ou ensolarados, Aline divulga os cursos profissionalizantes ministrados por ela e seus colegas professores.
A propaganda, que é feita boca a boca nas ruas, becos e vielas, alcança muita gente porque Aline explica, de modo simples, porém detalhado, qual é a importância de se profissionalizar. “O estudo no Divina Providência é coletivo, mas o convite é pessoal, e, caso seja aceito, um curso pode transformar sonhador em gestor de sucesso”, afirma.A busca por parcerias capazes de contribuir para a formação dos alunos, como transporte, visitas técnicas em empresas de grande porte, ou palestras, por exemplo, são frutos da boa vontade de Aline. “Sou teimosa. Mando e-mail, ligo ou deixo recados. Insisto. A certeza de que vou conseguir é o detalhe que faz toda diferença”, conclui.
Senhoras e senhores leitores, abro aqui um parêntese para informar que além de professora, esposa, empreendedora, gestora e artesã, Aline também é uma fonte inesgotável de humanismo. Certa vez, aqueceu, alimentou e fortaleceu os corações e almas de uma família inteira, que de uma hora para outra, passou a morar na rua.
Ao recolher da sarjeta e abrigar em sua casa aquelas pessoas desconhecidas, que estavam em situação desesperadora, Aline fez mais que resgatar e promover a dignidade humana, “amou o teu próximo, como a si mesmo”. Só a título de curiosidade: protetora, nobre, reluzente e resplandecente são alguns dos significados do nome Aline. Será por acaso ou de propósito?
Ela não nega afeto, sorrisos e abraços aos órfãos, aos asilados ou a quaisquer outras classes consideradas “invisíveis” sociais. Aline é uma joia teimosa, e prova seu valor, diariamente, quando faz o máximo para melhorar sua comunidade, e, nunca desanima, ainda que receba em troca de seus esforços o mínimo reconhecimento. Quem traz a esperança na cor dos olhos, não podia ser diferente.
⃰*CHA – Conhecimento, Habilidade & Atitude -
Resistente Flor

Por: Wilson Albino Pereira
Guardiã de vidas, almas e corações
Esperança de dias melhores
Gota de luz
Templo sagrado
Caminho suaveUm olhar que tem ímã, amor, poesia, calor, forma, graça e resplendor
Mulher Independente
Delicada flor resistente
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Meu tipo inesquecível

Por: Wilson Albino Pereira
Em certos dias, miro-me no espelho. O que vejo sempre são os traços de meu pai. Em 13 de março de 2017, completará cinco anos de falecimento do velho. A dor já cedeu lugar à saudade, mas a lembrança é diariamente avivada, já que sonho sempre com ele.
É impressionante como alguém acumula tanto conhecimento sem nunca ter lido um único livro. Assim era ele. Sabia muito sobre a vida e sobre a roça. Fato é que tinha dificuldade para demonstrar sentimentos, porém expressava por gestos e olhares quanto afeto sentia.
Não me recordo de vê-lo fingir só para agradar. Falava o que pensava. É por causa de seu caráter e de suas inúmeras virtudes é que considero meu pai meu tipo inesquecível.






































