Por: Wilson Albino Pereira

A pessoa que trilhar lá pelas bandas do Povoado Campo Alegre, há de encontrar um terreno na encosta de uma serra verdejante. O lugar é preenchido por belezas tais que, mesmo as palavras mais apropriadas mal dão conta de contar.
Logo na entrada de uma das várias propriedades que rodeiam o verde monte, lê-se: “Seja bem-vindo. Mantenha as porteiras fechadas. Preserve a natureza. Obrigado”.
Ao entrar no ambiente, é como se o visitante atravessasse um mágico “portal”, e, sem perceber, mergulha os olhos da alma e da mente “No Caminho da Serra”.Serpenteada, simples e enfeitada à direita e à esquerda por mudas de ipê, (árvores ainda muito “moças”, porém grávidas de sementes e de sonhos): assim é a estrada que conduz a uma varanda de telhado colonial.
Ali, “os de fora” encontram sombra, rede, água fresca para saciar as ambições do corpo e
um bom pedaço de harmonia. É possível Assistir margaridas, dálias, girassóis, tucanos,
seriema, cabras, porcos e cavalos, enfim, a vida sustentável pulsante entregue ao sabor
da liberdade.
Uma atração à parte é a trilha que conduz as gentes ao cerne de uma preservação
ambiental. Além se exercitar, quem aceita o desafio de trilhar a verde mata, aspira ar
pura, experimenta um silêncio entrecortado ora pela brisa e pelo canto dos passarinhos,
ora pelo farfalhar de folhas secas revolvidas por calangos ou cobras, já que ali é o habitat
de centenas de espécies.
No alto estão as recompensas maiores – um cruzeiro feito com toras de eucaliptos, que
fica iluminado noite após noite pela energia captada do sol e armazenada numa placa. O
outro prêmio? Tem a ver com um dos cenários mais lindos: um prado tão variado em
tons de verde, e, tão gigantesco em sua extensão, que céu e terra parecem topar lá onde o
olhar alcança. Se não acredita, aceite o convite do proprietário – Dr. Luis Valarini – e conheça o lugar.


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