Peruano indica Peruano

Por: Wilson Albino Pereira
Mario Pedro Vargas Llosa nasceu em 28.3.1936 em Arequipa, Peru. Porém, já morou em Paris, Londres, Madri e Barcelona. O jornalista, ensaísta e romancista é considerado um dos mais importantes escritores da América Latina por causa de sua facetada técnica literária. Llosa abusa do estilo ao expressar toda sua consciência social.
O nome de Mario Vargas Llosa fez morada em minha vida em 15.9.2013. Foi, inclusive, indicação de leitura dada por outro peruano, que emigrou para a Capital das Alterosas, “a terra prometida”, e, trouxe consigo a família, a esperança e a infinita saudade do torrão natal. Mas… Deixe estar. Este é um assunto para outro texto.
Já assisti Llosa em programas de entrevista, li extensas matérias a respeito dele e, comprei algumas de suas obras, como, por exemplo, A Verdade das mentiras, Peixe na Água, Quem Matou Palomino Molero? e O elogio da Madrasta. São livros primorosos, contudo, senti algo especial pelo A Linguagem das Paixões.
Pense em um livro no qual está presente a diversidade humana. Pense em um livro no qual o autor expõe seus pontos de vista onde a coletividade se vê refletida. Imagine um livro no qual não se poupa críticas a “ditadorezinhos”, aos horrores da guerra ou a mania de classificar tudo como arte. Trata-se de: A linguagem das paixões.
Llosa escreveu, em Domingos alternados, entre l992 e 2000, a coluna “Piedra de Toque” no jornal “El País”. A Linguagem da Paixão agrupa parte destes ensaios. As análises lúcidas feitas por Llosa abrangem assuntos variados. São, na realidade, convites irrecusáveis à reflexão sobre racismo, intolerância religiosa e outras mazelas sociais.
A leitura de A Linguagem da Paixão surpreende a cada frase. Quem sem aventurar pelas páginas deste livro vai se emocionar com perfis de pintores como Frida khalo e Monet. Ou vai se indignar com os relatos sobre Hebron, a terra de ninguém como afirma Vargas Llosa. Ou vai se compadecer com os detalhes referentes ao cárcere de Maldela.

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