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Entre uns e outros paus amigos
Por: Wilson Albino Pereira“Um pau amigo tem de saber como é que se pega uma mulher de quatro, e falar no ouvido dela: ‘você é minha, ouviu?’. ‘VOCÊ–É–MINHA! Entendeu agora’?’”. “Um pau amigo tem que ter pegada firme… Sem aquelas frescuras”. “Eu adoro ser beijada e agarrada enquanto faço sexo.” Todas estas são declarações de Flor de Maria, que também revelou em entrevista ao Jornal Impressão, ter perdido a virgindade quando faltavam quatro dias para completar 16 anos e, que apreciou muito a novidade.
Hoje, aos 30, funcionária pública, Pós graduada em Gestão Pública, afirma que, “da primeira transa, para cá, não fez outra coisa que se doar”. Ela própria se considera uma alma muito caridosa, tanto, que já até ensinou a um amigo como se faz sexo… Direito”, conclui. Quando se interessa por alguém não olha nível social. “Curto muito mais a essência que a aparência”, afirma. Contudo, Flor de Maria impõe condições: “Não saio com homens casados, não transo sem preservativo e não faço sexo anal, em hipótese alguma. São regras minhas, e delas não abro mão”, ressalta.
Quando perguntada sobre o “yin-yang” entre sexo e amizade, sua boca miúda e sorridente disse: “saí com alguns rapazes que já conhecia de vista, saí com gente que tomei conhecimento por acaso mas, também fui para cama com homens que conheci por meio de aplicativos de celular. “Vivi loucamente, tanto que, não sei precisar com quantos parceiros/amigos já dormi”, informa. A princípio, minha aproximação, ela diz, “era mesmo só para trocar umas ideias, porém a coisa evoluía e acabava em baixo dos lençóis”.
As práticas sexuais diárias com tanta gente diferente tornou Flor de Maria cheia dos saberes, dona de suas vontades e indiferente ao palavrório alheio. “A vida é minha e o corpo também. Portanto, faço o que quero e pronto”, declara. Os encontros marcados apenas para transar fluíam muito bem só porque tudo era alicerçado em sexo e amizade. “Às vezes só em sexo, mesmo”, reforça.
Flor de Maria cerra seus olhos negros e muito vivos enquanto rememora fatos ligados às inúmeras aventuras. “Já transei com homens de farda e com tipos. E, com estes fiz sexo em lugares desertos, em quartos e dentro de carros. Às vezes o perigo de ser flagrada era melhor que o ato sexual, em si”, admite. Após as traquinagens, sair e se despedir como se nada além do banal tivesse ocorrido, tinha lá uma vantagem – zero de cobranças.
Ela fingiu orgasmo muitas vezes, e até deixava o desacerto passar se, depois de transar, o pau amigo não vomitar a idiotice: “foi bom pra você meu bem?”, “aí é hora da verdade”, categoriza. “Já falei para um cara: seu pau, amigo, é pequeno demais. Não senti absolutamente nada. Falei para outro: ei, você só tem papo, não entende nada de mulher. Alguns aceitaram a critica, outros a chamaram de puta, na cara. Ela retruca, “Puta? Não. Putas cobram e nunca beijam na boca” Mas, quando o amigo é legal, rolam elogios recíprocos.“ Gostava de dizer para um determinado cara que, me sentia bem ao lado dele na cama. E, algumas vezes, ele me disse que eu chupava gostoso demais”, confessa.
Quando perguntada se tinha sonho e qual era, ela respondeu: “sossegar”. Flor de Maria quer levar uma vida distante “das baladas dessa vida de solteira” e das camas e companhias incertas, se tornar esposa e constituir família. Inclusive, entre uns e outros paus amigo, conheceu alguém diferente. “Era para ser só uma dose de sexo e um bocado de amizade, mas a coisa está mudando de rumo. Se der tudo certo, me caso no ano que vem, como manda o figurino”, diz esperançosa.
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