Por: Wilson Albino Pereira
Dez anos antes de Pedro Bial se tornar apresentador de um reality show ele lançou um livro. O “Crônicas de Repórter – o correspondente internacional conta todo que não se diz no ar”. Muitos vão discordar, mas quanta técnica Bial concentrou em cada um destes pequenos textos!
Pedro Bial em seus textos, na maioria das vezes, utiliza uma linguagem muito simples. Sabe aquela construção de pensamento alcançável por todos? Pois bem, é exatamente isso. Além da técnica, Bial adiciona ingrediente que confere aspecto mágico às crônicas – emoção.
O jornalista, repórter e escritor Pedro Bial em seu livro fala de algo que transpassa os limites do medo comum. Há relatos, inclusive, de momentos em ele e sua equipe estiveram sob a mira de fuzis AK-47 e pistolas ponto 40. Em outra situação ele diz, que em meio às rajadas de metralhadora e ribombar de granadas, por pouco não fora assaltado.
Se você der uma chance a este livro, talvez encontre o Bial que vi entrelinhas. Um escritor viajado. Um homem do mundo, que faz uso de sua técnica apurada para aproximar-se ou trazer para junto de si o leitor distante, antes só no sentido geográfico. Hoje, porém, além do espaço, as crônicas escritas por Pedro Bial rompem também com tempo.
O homem da imprensa, dono de uma visão humanista mesclou poesia, jornalismo e literatura em sua produção textual. Nem de longe lembra este, que atualmente recebe uma fábula para narrar fofoquinhas e ficar à espreita, junto com “meio mundo”, louco para saber quem é que vai tentar comer quem debaixo do edredom.

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