Por: Wilson Albino Pereira
Segundo a Organização Mundial de Saúde, de 2000 a 2014, o número de infectados pelo vírus HIV no mundo caiu 35% e passou de 3,1 milhões para 2 milhões de pessoas contaminadas. Mas no Brasil foi diferente. No mesmo período, entre jovens de 13 a 19 registrou-se um aumento de 53% nos casos de contaminação.
Em maiores de 13 anos, a transmissão prevalece pela forma sexual. Em 2012, 86,8% dos casos de contágio registrados entre mulheres ocorreram em relações heterossexuais com pessoas infectadas pelo HIV. Entre homens, 43,5% dos casos foram por relações heterossexuais, 24,5% por relações homossexuais e apenas 7,7%, bissexuais.
Como a infecção pelo HIV alcançou dígitos alarmantes se os jovens tem acesso à informação e formas para evitar a infecção por doenças sexualmente transmissíveis? A resposta é da Psicóloga e Referência Técnica da Coordenação da Saúde Sexual e Atenção as DST/HIV e Hepatites Virais P/BH Priscila de Moura Franco.
De acordo com Priscila, estudos comprovam que a primeira relação sexual, geralmente é praticada com uso de preservativo. Mas as demais relações ocorrem se ele, pois, os jovens imaginam que estão em relacionamentos sérios. O que ocorre uma banalização, já que entre os jovens é comum a afirmativa – “vim no pêlo (nasceu de um ato sexualidade sem camisinha), vou no pêlo”, lamenta.

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