Ao sabor das palavras
Wilson Albino Pereira
A pessoa que ainda não “mergulhou” em um livro nem imagina quanta delícia está ao seu alcance. Feliz é quem toma coragem e lê as primeiras linhas. Este há de sentir, no cerne de si, a revelação de outros mundos, outros sentimentos.
Fato é: ler é arriscado demais, falo com conhecimento de causa. Apaixonar-se loucamente por uma personagem é apenas um dos incontáveis riscos ao qual, quem lê, está sujeito. Outro risco são os sustos recorrentes provocados por escritores, estes arteiros que sempre aprontam e, às vezes, quase levam a óbito àquela, que, até então, era o dispositivo que dava corda no coração da gente.
Quando um personagem morre, as mentiras escritas nos livros soam como verdades. Não é vergonhoso admitir que uma ou outra lágrima fujona escapa-nos de verdade por causa das mentiras. Mas quando o escritor consegue reverter o jogo e faz ressuscitar a quem dávamos por finado, há risco de novo choro, porém, de felicidade.
Há comprovações cientificas de que enquanto se lê, ativa-se a memória, mantém-se sob controle a frequência cardíaca, frequência respiratória e alivia-se o estresse. Desde o período ginasial agarrei-me ao conselho dado por minha professora Tania Soares França Martins – “Leia sempre. Quem lê, promove em si muitas mudanças ”.





Deixe um comentário