
Até parece filme. O candidato chegou ao cair da tarde. E atrás de si trouxe um comboio… Coisa grandiosa. Mais de cem veículos nos quais os motoristas buzinavam sem interrupção, e as pessoas, penduradas nas janelas dos carros, agitavam bandeiras e gritavam como se loucas fossem.
Enquanto ele sorria, acenava e agradecia, foguetes espocavam no céu. Afinal, era ele o escolhido, o iluminado, o eleito democraticamente para cuidar dos interesses do povo. Mas, fez uma lambança. Beneficiou amigos, contratou parentes e usufruiu o quanto pode do cargo exercido.
O tempo passou, e nem meia das mil e uma promessas feitas foram cumpridas. Em lugar de atitude, velhas desculpas esfarrapadas e sempre acompanhadas de frases assim: “O povo precisa ter paciência…” Ou esta clássica – “as coisas não são bem assim como eles pensam…” Isso, para não falar das vezes em que os eleitores inocentes que são, procuravam o candidato, e tal qual a um rato, ele se escondia.
Fiquemos atentos, amigos, pois, em breve virão outras eleições e, consequentemente, candidatos que distribuirão ‘tapinhas nas costas’ e mais um caminhão de promessas que, você, eu e meio mundo sabemos – nunca serão realizadas.
Percebi, há tempos, que neste meio político, as bocas que mais adulam, juram e prometem, são as mesmas que mentem, enganam e traem.
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