A gente se conhece desde… sempre?
Sempre fomos confidentes, parceiros e cúmplices.
Sempre fomos, um para o outro, o melhor amigo.
Inúmeras vezes exaltou minhas qualidades e,
à queima roupa, falou dos meus defeitos e erros.
Agi igual contigo. Elogiei seus acertos e apontei suas falhas.
Até escolhas, opiniões e orientações suas… reprovei.
Se lembra como éramos antes? Grandiosos feito meninos!
Lado a lado, já festejamos conquistas, amargamos derrotas,
choramos de tanto rir e lamentamos perdas irreparáveis.
Já discordamos, brigamos, reatamos e, com tudo isso,
blindamos com aço o laço, que ainda hoje une a gente.
Entretanto, engano-me totalmente ou,
seu rosto expressa algo contrário àquilo que realmente sentes?
Bem sei, mano bom, um só riso forçado poupa tempo e explicação.
Porém, amigo meu, guarde bem o que agora vou lhe ofertar:
CONFIAR é…cessar o som.
É vazar a voz.
É tatear o tom.
É desfazer os nós.
É entrega-se plenamente.
É nunca render assunto.
É ter certeza, mesmo sem por à prova de que,
‘quem tá junto tá junto’, não precisar atuar.
Porém, se no seu entendimento, o essencial é representar.
ouvir ou não conselhos é direito seu mas, amigo que sou,
é dever meu, sempre e sempre o aconselhar

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